Bandido bom é bandido morto?

"Na cara não, pra não estragar o velório" Baiano, Tropa de Elite 1

Ouvi uma frase que relativiza essa máxima fascista que andamos ouvindo por aí há tanto tempo. “Se é bandido não é bom, e se está morto não é bandido.”

Nos últimos anos, com a escalada da violência, há uma divulgação cada vez maior desse tipo de pensamento e uma adesão cada vez maior. Provavelmente foi o medo de pensar em como a população em geral fala isso com o peito aberto que me levou a estudar com mais calma tudo isso.

Acho que a frase acima ajuda a desconstruir isso e quero pensar nos dois pontos.

Primeiro em que Bandido é esse que estamos falando. Ninguém manda matar político corrupto, fraudador de imposto, contrabandista, receptador ou consumidor de contrabando, pastor corrupto, jornalista irresponsável e tantos outros. Que bandido querem morto? E em geral pensamos no bandido POBRE. Ninguém fala de matar o cara que lucra horrores com o tráfico, o grande produtor, mas fala de matar o moleque que atira e que sabe que não vai viver até os 25 anos. Vendo Cidade de Deus e Tropa de Elite todos querem que os favelados morram, mata o Baiano, mata o Zé Pequeno, agora o Johnny do Meu nome não é Johnny, tadinho, é um bom menino, tem um futuro brilhante pela frente, ele tem q sobreviver e se recuperar, afinal somos humanos e queremos que ele tenha outra chance.

E isso porque podemos dizer que não somos racistas, que não existe preconceito no Brasil e tudo mais, mas pobre, negro, favelado, é tudo raça ruim. Nem sempre se fala isso claramente, mas é um sentimento antigo no Brasil, muito anterior às favelas e inclusive está ligado ao surgimento das mesmas. Depois devo entrar mais nesse tema, mas quando a cidade tinha que ser higienizada, limpa, urbanizada, o que se fez? Derruba todos os cortiços, aonde moram os pobres que sujam e corrompem nossa linda cidade, não reintegra eles e deixa que se virem. Se não saírem pra demolirmos, melhor, pode demolir com gente dentro. E essa população retirada da sua moradia começou a subir os morros e criar as favelas.

E voltando então à questão do morto. Morto não mata nem rouba, morto não faz nada. Morto não paga pelo que fez e morto não muda de ideia. Morto não colabora com a polícia, morto não faz nada. Aliás, os bandidos sabem bem disso e em geral matam pra calar. E se nós decidimos que tem que matar, parecemos mais com a polícia ou com os bandidos?

E se podemos decidir quem morre e quem não, então estamos decidindo quem merece e quem não merece viver? Quem é humano e quem não é? E isso partindo do princípio que se fala em pena de morte. Mas dizer pra executar os bandidos que queremos (porque não são todos) parece demais com esse papo de “quebrar” um e outro, ou “passar” ou tantas outras gírias que usam para matar gente.

O que preocupa mais é que se abrimos mão do Estado de direito, da legalidade nas questões punitivas e damos poder sobre vida ou morte pra policiais, especialmente pensando que tantos policiais (não penso de forma nenhuma que sejam a maioria, mas mesmo uma minoria com essa prerrogativa é absurdamente perigosa) são corruptos e trabalham por outros interesses, é potencializar um quadro de violência policial que já existe e então abrir brechas para mais e mais abusos de poder, como por exemplo toda a discussão bem empreendida por Caco Barcelos no seu Rota 66 que mostra como a Rota em São Paulo mata e encobre seus assassinatos, muitas vezes de pessoas sem ficha criminal alguma e sem nenhuma culpa, e sem sentido algum também.

Não existe bandido bom. E até o momento, a Constituição brasileira diz que não existe ninguém apto a decidir sobre a vida e a morte. Portanto esse tipo de discurso e todas as suas variantes são formas de ataque à democracia e à liberdade. E aonde essas aí perdem sua força, não se pode estranhar que a população sofra, morra, seja destruída.

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Retomando

Bom, há tempos eu não mexo aqui…

Mas dois eventos andam me chamando atenção, que são bem ligados e que me levam a posicionar e tentar achar palavras que ajudem a entender toda essa confusão.

Tropa de Elite 2… Um filme, mas também um grande evento, o filme de maior bilheteria na história do cinema nacional, vários recordes quebrados, um filme político, bem feito, que muita gente viu e está na boca do povo, todo mundo comenta, usa as frases, discute, analisa e opina.

Guerra no Rio… ataques dos bandidos, mortes, assaltos, veículos incendiados, polícia na rua, exército, marinha, tanques, mega-operações, apreensões mostruosas de drogas, prisões, mortes e mais mortes.

E eu há alguns anos escolhi estudar, discutir, questionar e buscar respostas acerca de toda essa situação de violência urbana que vive o Rio mas que tem se espalhado muito por todo o Brasil e o mundo. Tráfico de Drogas, um dos negócios mais rentáveis que já se inventou. Corrupção e violência policial, condição essencial para o tráfico se manter ativo. Favelização, deixar as pessoas à margem (marginalizar?) da sociedade, aonde o Estado não entra basicamente porque não se importa.

Esse tripé sinistro que nos mantêm em alerta constante mas que em alguns casos nos leva a esse pânico que vimos esses dias.

Muito já foi dito e muito ainda se dirá a respeito. Mas eu sinceramente não tenho ideia do que efetivamente pode e deve ser feito. Só sei que estudando um pouco deu pra perceber que continuar com a política de sempre não vai dar resultado.

E se esse é um post que pretende retomar um blog pra iniciar uma série de textos analisando e discutindo essa situação, acho interessante começar falando um pouco da trajetória desse tema na minha cabeça.

Tudo começa quando um adolescente vê o Cidade de Deus no cinema e algo muda dentro dele. Ele percebe que se pode fazer cinema de qualidade no Brasil, sem um elenco consagrado, mas com doses pesadas de realidade e violência que denunciam situações que vivemos. E quando aquele filme chegava ao fim, era claro que aquele mundo tinha algo de muito errado. Mas quando viu os créditos subindo e passar trechos de uma entrevista da Globo de personagens reais de eventos narrados no filme, ficou claro que esse mundo errado é o nosso.

Aí rola a faculdade de História, novas formas de pensar e analisar documentos, textos, filmes. Novas preocupações… E dois professores que me levaram a questionar mais e mais o mundo. Júlio Pimentel e Zilda Iokoi, com visões diferentes, preocupações e metodologias de trabalho diferentes, que se misturaram em alguns pontos pra me deixar inquieto.

Então chega um novo filme que chacoalha essa realidade violenta, Tropa de Elite. Todo um bafafá, toda uma discussão em cima de um filme que não chegava perto da qualidade do Cidade de Deus. Isso me intrigou.

Era época de definir o que estudar de fato na faculdade, que tema escolher para se aprofundar. Pensei na Inquisição Ibérica, face da intolerância e violência que até hoje conhecemos e que discrimina a religião e a etnia. Pensei nos Genocídios na África, nas limpezas étnicas que agora, além da raça, pensavam na pobreza, na miséria, no direito de destruir o mais fraco. E pensei na Violência Urbana que esses filmes mostravam, da realidade carioca tão triste e estranha.

Faltava alguma peça… A favela estava lá, bem mostrada, a corrupção policial também, mas algo faltava. E veio num terceiro filme, Meu nome não é Johnny, que mostra agora como funciona todo esse negócio da droga, que obviamente não é controlado por traficantes jovens, sem instrução e esperança na vida além de morrer novos em alguma troca de tiros. Quem de fato ganha com isso. Como o mercado se articula globalmente, ao mesmo tempo que usa qualquer um que esteja por perto e tenha disposição.

E poder estudar a relação entre Ficção e História (Júlio) e o Brasil Contemporâneo (Zilda) fez com que eu escolhesse claramente.

De lá pra cá conheci pessoas, li textos, vi filmes, li textos, visitei lugares, li textos, escrevi algumas coisas, li textos e por aí vai.

Pode ser uma boa hora pra discutir um pouco mais, escrever coisas, colocar elas à disposição inclusive pra ser criticado e poder aprender com essas críticas, discutir, ampliar o horizonte. Aprender…

E antes que alguém se confunda e aplique o estereótipo (que depois quero discutir um pouco mais)… Professor de História sim… Ruim de conta sim… Contra violência desenfreada sim… Mas Fraga aqui não… Tenho curiosidade e devo ler mais o que diz o deputado que inspirou esse personagem, mas não estou aqui pra defender direitos humanos a qualquer custo e nem pra recriminar a polícia, que vejo como um grupo de trabalhadores em geral sérios e comprometidos, que arriscam as vidas o tempo todo… Infelizmente, muitas vezes manipulados e aí sim mora o perigo de como se dirige eles, mas gente séria.

E isso quer dizer que vou ter de reler Zuenir Ventura e ler logo que puder mais alguma coisa do Luis Eduardo Soares.

Bom, chega de conversa por enquanto. Quem quiser participar e tentar ajudar a criar pontes entre esses mundos do morro e do asfalto discutindo aqui, será muito bem vindo.

Abraços

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Folha de Papel

Ela me olha nos olhos e expõe a grande pergunta: O que afinal eu tenho a dizer? O que quero colocar ali, pra quê, pra quem? Qual a utilidade e o sentido de tentar juntar letras em uma ordem particular pra que eu ou outras pessoas, lendo aquilo, sorriam, se emocionem, se interessem e pensem um pouco sobre o escrito, o não-escrito e o que vão reescrever a partir dessas letras. Implacável, despeitada, ela me olha e deixa que as minhas perguntas e angústias se revelem enquanto me contempla impassível, à espera da minha ação.

Pode ser numa folha de papel mesmo, pode ser um cursor piscando no computador, pode ser o box em que eu comecei a escrever esse texto, mas a pergunta, a dúvida, o enigma que em desafiando me leva ao movimento, à tentativa, à busca de alguma coisa que faça sentido, faça diferença.

Porque saber encarar meus pensamentos, meus sentimentos, minhas vontades e sonhos, saber olá-los de frente e conseguir alguma organização neles, sempre é uma questão tensa e aflitiva. Agora, a pretensão de que esse embate, essa busca tão singular consiga ser expressa em palavras, de uma forma coerente, concisa e de alguma forma inteligível para outras pessoas, isso é mesmo um problema de magnitude. Talvez impossível. Talvez só improvável. Até porque, essas palavras, tais como personagens que podemos criar, adquirem em si mesmas uma vida própria, um tanto incontrolável e que afeta cada um dos que lê de uma forma toda particular, única, pessoal e intransferível. Ou eu posso esperar que todo mundo que ler isso vá entender o que se passava em mim se nem eu mesmo entendo?

Nesse caso, podia ser um enigma sem solução, escrever sem saber o que vem daí… Talvez se escrever fôsse somente um exercício mecânico, realmente seria esse enigma frustrante. Se quisesse ser uma máquina ou um autor Orwelliano, isso seria uma perdição. Mas se quiser encarar essa mesma folha como um caminho, uma aventura, um processo, uma história toda única, então daí posso chegar a algum lugar, talvez desconhecido, provavelmente diferente do que eu esperava, mas ainda assim, um novo horizonte, um novo ponto de vista para de lá ver, a mim, aos outros, a mesma folha, que, agora, já não mais é uma folha em branco, mas agora um texto. E dele, para a próxima folha…

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Saudade

Muitos já falaram com maior propriedade sobre essa palavra, e a peculiaridade de ser uma palavra exclusiva da língua portuguesa. Talvez inclusive eu me aventure a escrever alguma ficção, algo de mais valor sobre isso. Mas hoje queria falar um pouco da minha saudade. E pra isso, começo pensando na palavra.

Palavra que em inglês usa um termo que eu gosto, “miss”, que tanto indica perder quanto sentir falta. Porque perdemos ou sentimos falta de algo que seja nosso. E gosto de pensar que a saudade é algo, uma parte de mim, que não mais me pertence, mas que alguém leva consigo, e assim me faz falta. Saudade assim seria incompletude, falta de mim mesmo, de alguma coisa em mim que deixou de estar em mim para circular pelo mundo dentro de outra pessoa. E ao mesmo tempo, de uma pessoa estar dentro de mim, e eu levar sempre a todo lugar, carregando comigo tanto a pessoa quanto sua ausência. É um tipo estranho de gravidez, que em certos momentos dá a luz um encontro tão esperado, ou um telefonema, uma mensagem, algo que por um instante cria um laço e um vínculo quase que natal.

A foto que coloquei ali inclusive fala disso, dessa ausência e incompletude, dessa sensação de que está lá, em algum lugar, mas não ao meu alcance.

Lembro que uma vez ouvi dentro da igreja que isso é ruim, que devo viver minha vida sem carregar outras pessoas em mim, que isso me despersonaliza, descaracteriza. Entendo quem disse isso, mas acredito no contrário, que justamente isso que me forma como pessoa, me individualiza e até, por que não, me diviniza, me aproxima de Deus. Afinal, se meu deus sentiu tanta falta do homem que teve de vir morar com ele e ser como ele, então Ele deve ter em si essa saudade, e essa incompletude que Ele sente por minha causa eu devo sentir por causa dEle também.

Mas eu não sou teólogo e nem quero achar que sei muita coisa, aliás, sei é pouco, sou incompleto, não é mesmo? E sou sim, pois tenho saudades. Talvez de vez em quando, lendo alguma coisa, ouvindo uma música, revendo um amigo em comum, uma cor ou objeto, um perfume, talvez quando em apuros, ou quando sorrindo muito, quando ouço uma piada ou assisto a um gol. Quando lembro de bons momentos ou talvez quando estou trabalhando. Antes mesmo de abrir os olhos pela manhã ou então em meio aos pensamentos mais soltos e perdidos antes de cair totalmente no sono como farei daqui a instantes…

Tenho saudades de você.

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Pontes…

Esse blog tem um título específico e fala de algo que me preocupa, me interessa, que faz parte da minha vida. Uma ponte serve para reunir, aproximar, ligar. Pessoas, ideias, situações, tempos, mundos, o que quer que seja. E acredito que vivemos em um mundo separado, cindido, cheio de abismos e barreiras pra todos os lados.

Muros, terras, cercas, rios, oceanos, tanta coisa separa todos nós. Palavras e ideias. Preconceitos. Tempo, espaço, riqueza e pobreza. Comida e bebida. Religião, música, política, economia, comportamento, futebol, tudo separa e isola todos.

E em um mundo dividido, acredito que podemos de alguma forma construir pontes que façam ligações nesse mundo tão separado. Um blog que começou unindo minhas experiências nessa minha mudança às pessoas de quem eu sinto falta e que sentem a minha falta.

Mas cada dia penso mais em fazer ligações entre tanta coisa… e essas pontes fazerem um papel definido e centrado, definindo uma vida de interconexões. Esses dias estive no Morro do Borel, trabalhando com um grupo em uma comunidade, servindo e amando crianças e adultos daquele lugar. E ali, hoje fomos a uma região do morro que é considerada outra comunidade. Um mesmo lugar, pessoas, tudo poderia ligar aquelas pessoas, mas o tráfico, um grupo de bandidos que não gostava do outro grupo separou centenas de pessoas por interesses próprios, absolutamente escusos. Brigas de facções rivais que separaram até mesmo as crianças pequenas, criando um abismo no meio daquele morro. E hoje, junto com nosso grupo, um grupo externo àquela comunidade, pudemos levar gente de uma comunidade na outra, para servir e amar pessoas, e ver que aquelas pessoas puderam estar perto.

Poder aproximar pessoas, poder ver como é possível criar caminhos e aproximações entre tantos, é isso que quero. E posso não unir o mundo todo, aliás, não posso unir o mundo todo. Mas posso unir o meu mundo, em várias instâncias.

E uma ponte pequena, singela mas bela, pra lembrar que em tudo essas pontes podem fazer diferença, ainda que em espaços tão pequenos.

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Trabalho

Tem gente que acredita que o trabalho dignifica o homem. E tem gente que diz que é um castigo de Deus. Tem gente que ama o que faz. Tem gente que faz o que precisa pra poder fazer o que ama. Tem gente que trabalha pra viver e tem gente que vive pra trabalhar. E tem esse monte de ideias e dizeres sobre o trabalho que talvez não interessem ninguém, mas o que me interessa é o meu trabalho.

Quando penso que posso ensinar pessoas, falar com gente que ama a educação e que acredita no futuro dessas crianças, gente que se dedica e doa por causa dessa esperança, gente que sonha e acredita nisso, eu fico feliz. Quando falo que ensino jogos as vezes até dou risada. E quando penso que o trabalho me abre tantas possibilidades, me apresenta tanta gente, me faz pensar em tanta coisa diferente e relevante, e quando penso que posso impactar tanta gente com meu trabalho, eu sou grato. Grato a Deus, grato a uma família que dá possibilidades e apoio nessacaminhada, grato a diretoras, coordenadoras, professoras, orientadoras, supervisoras, gestoras e tanta gente que acredita que o que fazemos tem sentido.

E grato especialmente a tantos alunos e alunas que em seus olhos, em seus sorrisos, em seu jeito todo seu de ser me enchem de vida, que fazem minha vida ter mais sentido.

E se falo tanto de pontes, acredito que meu trabalho é um tipo de ponte, que liga pessoas, que une mundos, saberes e vidas que se misturam e fazem parte umas das outras.

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Dia do Amigo

Um dia como tantos outros, mas que é conhecido como um dia para celebrar a amizade. Tantos dias como todos os outros, tantos dias que são considerados especiais.

Celebrar a amizade é bom, é válido, as vezes parece mais puro e sincero que tantas datas dessas tão comerciais que todo mundo compra tantos presentes. E é especial numa situação como essa. Antes de mudar eu tive festas e despedidas muito marcantes, uma semana toda com os amigos mais próximos sempre juntos, ganhei um presente fantástico que guarda carinho e cuidado de tanta gente querida. E isso fica guardado, são pontes que existem e pelas quais é tão bom poder andar sempre, nem que seja através de um msn ou mesmo uma webcam.

Mas queria comentar especificamente a atitude de um amigo que, no meio dessa fase nova, tem sido um porto seguro, abrindo a casa pra me receber, me dar força pra começar tudo isso que tenho pela frente. E eu ficava aqui pensando a respeito. Que imagem, que ideia, o que poderia expressar isso? E pensei nisso da foto… Uma porta aberta. Um lugar pra onde podemos ir. Alguém à nossa espera. Uma possibilidade, uma abertura, um interesse, a disposição de deixar que façamos parte. Ter aonde ir. Isso os amigos nos proporcionam.

E inclusive eu vejo em amigos que encontrei hoje e para os quais falei desse blog… Como receberam isso de portas abertas, se dignaram a entrar e tomar uma xícara de chá, ler, comentar, deixar aqui um pouco deles mesmos, fortalecer um pouco mais as estruturas das pontes que construimos.

A todos um feliz dia do amigo. E felizes dias… E bons amigos.

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